Maite Perroni no conteúdo da revista ‘Open Magazine’

15/10/2010 19 Por Camila Cabral

Confira a matéria que a revista Open Magazine fez com a diva.

Maite Perroni

Sua vida mudou  ao acompanhar uma amiga em um teste. Em seus planos não estava a televisão e nem a fama, sem demora depois de 6 anos de carrera,Maite mantém os pés no chão e esperar para chegar em casa todos os dias para a sua dose de realidade

Aos seus 27 anos, o rosto de Maite Perroni reflete uma naturalidade pouco comum para alguém que tomou a decisão de atuar por uma casualidade do destino. A inesperada passagem pelo RBD despertou nela um caráter maduro e focado; tal vez por isso a atriz não se esquece que grande parte desta aventura é um acidente estranho.

Para ela o glamour termina quando está longe das câmeras. “No final o único que quero é chegar na minha casa, colocar o pijama e ver  uns filmes  ou conversar com minhas amigas” aceita sorrindo.  Será que é porque ela sabe que ‘as coisas mais simples são as mais reais, as mais tangíveis são as que enchem nossa vida’.

Uma vida que, com certeza, hoje em dia está quase por completa absorvida pelas gravações da novela Triunfo Del Amor, cuja estréia está programada para o final de outubro e não é outra coisa mais que um remake da clássica ‘Cristal’, que alguma vez foi  produzida por Carla Estrada. Esta vez, sob a orientação do produtor Salvador Meija, Maite repetira a dupla com William Levy.

Quando decidiu se envolver com o mundo dos espetaculos?

Começar isso não foi algo muito circunstancial, não era algo que estivesse planejado. Não fui uma menina que cresceu dizendo que iria ser atriz; mas bem pelo contrario. Tinha uma vida normal como qualquer outra adolescente, queria estudar publicidade ou desenho gráfico. De alguma outra forma me interessava o mundo da publicidade, as mensagens e cores, mas não imaginei que iria ser a que estaria na frente da câmera ou em um comercial. Terminando o Ensino Médio, iria de ouvinte as universidades, investiguei cursos e carreras fora do México para estudar publicidade. Até que um dia, uma amiga que pediu que a acompanha se a fazer um teste para Disney Channel. Já estando ali, me oferecerão para participar e de 500 participantes terminei entre os 10 finalistas. Ali foi quando me perguntei pela primeira vez: De que maneira e quando aconteceu isso? Havia feito, mas só por que gostei. Quando terminei o teste me disseram que não ficaria, mas que tinha futuro, assim peguei o gosto.

Qual foi o seguinte passo?

Quando ainda estava no colegial, Eugenio Cobo – que tinha seu filho menor também no colégio Bilbao, como eu – me ofereceu a entrar ao Centro de Educação Artística (da Televisa), oferta que eu recusei. Tem coisas na vida que mesmo que você não queira, acontecem. Por isso, assim que me deu vontade lembrei desse momento e decidi me aproximar de Eugenio e ver o que acontecia. Depois de algumas horas de espera fora de seus escritório, eu fui e ainda me lembro das palavras que ele disse: ‘este é um compromisso’. É uma Carrera que as pessoas pensam e minimizam como se fosse só estar na televisão; Tem um compromisso com seus colegas e com seu publico, um tem que comunicar algo. Estudei 2 anos e meio, durante os quais pude decidir se este era realmente o caminho que queria tomar. Desde que entrei 7 de outubro de 2002 – não sai mais dali. Me encanta e é um privilegio poder fazer algo que eu goste tanto como profissão. É triste ver que tenha gente que nunca encontra sua verdadeira vocação, sou rica por estar cara a cara com isso.

E agora deixa a publicidade em uma gaveta?

Me encanta, não deixei de gostar, em algum futuro queria ter alguma agencia, gestão ou PR; poder construir e formar novas figuras. Mas também as cosas são por momentoss e esse está longe para um futuro, precisarei de um espaço sólido para formar uma família e talvez esse seja um bom momento para me desenvolver nesse mundo.

Quando você saiu de Rebelde, que era uma experiência em grupo, como se sentiu? Se liberou, tinha um rumo á seguir?

Foi um processo muito importante, um padrão que implica um novo caminho. Eu sai antes de que Rebelde terminasse, o problema não era ver o que iria fazer, e sim a decisão da separação.

O que te fez dar esse salto?

A oportunidade de fazer um protagonista e de começar uma nova etapa: sozinha, sabendo que o ciclo do RBD estava terminando. Era um momento crítico. Haviam sido quatro anos e meio para construir um sonho e viver um fenômeno que se deu sem que pudéssemos nos dar conta. Era um momento de dar o passo: ficar parada nessa etapa da minha vida ou seguir em frente. Pensar em mim ou ficar por não ter a coragem e a força para desprender-me. No final, algo que me ajudo muito é que eles entenderam a dinâmica e conseguimos chegar a um acordo a onde eu podia chegar o fim de semana nos shows. Em março de 2008 fiz esta pauta, tomei uma Carrera mais seria na atuação em Cuidado com El Ángel, mas onde a produção me permitiu gravar de segunda a sexta, para o fim de semana voar para Rumania, tomar banho e subir no palco para voltar a gravar na segunda de manhã. Foi um processo incrível que sabia que valia a pena: cresci muito e me assegurei.

Como foi o processo de amadurecimento?
Eu não tinha nem idéia, não sabia nem como dar uma entrevista, posar pra um fotografia, que caras fazer… Só fazia o que eu gostava, estava me preparando para algo que acreditava que poderia ser minha paixão. Rebelde não foi um mérito meu, foi um presente da vida que aproveitei.

Você é uma mulher madura comparada com a menina que entrou no RBD?

Bom, já passaram quase 8 anos. Obviamente eu cresci, mas ao mesmo tempo nunca deixei de me surpreender que tenho que aprender: Me sinto mais segura, mas consciente de que rumo quero tomar em minha Carrera e na minha vida. Segue havendo uma infinidade de coisas que quero conhecer e não sei como são, mas isso é parte da vida. Fraco é aquele que acha que já sabe tudo. Por agora, me sinto confiante com o que quero e o que faço e… isso é o importante.


Te vejo muito apaixonada pela televisão, tem planos de expandir seus horizontes?

Me encantaria fazer cinema, mas sim sou de ir passo a passo. Tenho que cumprir um ciclo.

O que falta para fechar esse ciclo?

Não, não tenho que terminar. Tenho um conceito muito errado disso faz muito tempo: que se você faz televisão não pode fazer cinema e se faz cinema a televisão ficara a desejar.É um absurdo, porque são dois gêneros diferentes, mas não implica um menos compromisso. Esse é o desafio: não minimizar as novelas e poder dar uma oportunidade ao cinema. A todos os que estão no cinema se esquecem que dali sairam, que em algum momento fizeram uma novela e que isso envolve filmar 40 cenas por dia, onde tem que sair na terceira tomada porque tem outras 35 esperando. Para mim, como atriz e como ser humano, é importante dar a importancia que se marece, entrar em outros generos mas sem esquecer minhas origens.

Está vivendo um momento em que a televisão esta mudando muito. Como você vê esse processo do lado de dentro?

Tive a oportunidade de estar em Mujeres Asesinas, uma serie que está reformulando muitas coisas, gerando muita expectativa e ao mesmo tempos da para muitas pessoas que fizeram televisão a oportunidade de fazer um capitulo em outro formato. É uma janela para que os talentos possam aparecer de outra forma e quebrar os estereótipos mencionados antes. Eu gosto de ver que outras emissoras tambem fazem propostas interresantes. Muitas vezes somos governados pela dupla moral e quando ve o real não te agrada, por isso me chama a atenção Las Aparicio, por exemplo.  Fazem bem expor as coisas como são e que possamos observar a mudança dentro dos limites que tem a televisão, que surjam coisas novas,que é maravilhoso.

E a música?

Essa foi uma casualidade, um descobrimento. Não cantava além do que no chuveiro e cantava muito mal.A primeira vez que subi em um palco, eu disse: ‘isso não é real’, e quanto mais eu comecei a desfrutar e mais confiança sentia, fui praticamente ao final. . Assim que ficou esse espinho,porque sim no começo eu sofri. Mas quando começei a ficar mais confiante,eu gostei muito…Não tenho preparação,mas sim quero tentar algum dia,ainda falta muito. Celine Dion é uma e Mariah Carey também. Ou seja,posso cantar bonito,mas…

Tem alguma causa social que te chame a atenção o a campanha do Partido Verde foi só isso, uma campanha?

Estive em um colégio ecológico. Muitas pessoas me questionaram por essa participação, mas eu nunca o fiz com a idéia de ser parlamentar e nem queria mudar o mundo. Só que dentro da minha formação no ‘Bilbao’ me ensinaram essa cultura, por isso quando me convidaram me pareceu interessante que um partido político pudesse se preocupar pelo meio ambiente. Só agi como uma cidadã mais manifestando sua preocupação. Acima de tudo eu me concentrei nisso; meus pontos eram sobre as borboletas e as tartarugas…

Como figura publica, você se sente comprometida em dar uma mensagem ao publico?

Sim, mas muitas vezes a gente confude dar uma mensagem com ser um exemplo. Sou um ser humano imperfeito como todos e também vou cometer erros. Em nenhum momento desejo parecer com essa figura perfeita e impecável, sou tão vulnerável como qualquer mortal. Sim sou da idéia de que como figura publica tenho a oportunidade em ocasiões de estar frente a um microfone e dizer algo que possa ser de interesse para todos.

Você gostaria de produzir ou dirigir no futuro?

Sim, dizem que sou um pouco mandona. Me meto em tudo o que não me interessa e quando estiver mais preparada, tomarei a frente de um projeto e dirigirei ou farei uma obra de teatro ou levarei algo diferente as pessoas. Mas primeiro tenho que terminar de me construir para no futuro poder experimentar. As coisas simples são as que mais me agradam. As pessoas pensam que isso é uma Carrera glamorosa, mas não. O glamour está em um tapete vermelho, em umas fotos já retocadas, todas essas coisas que são efêmeras. A realidade é o que você vive no dia a dia. O que mais me agrada é conversar com minhas amigas, ficar em casa vendo um filme de pijama. As coisas simples são as mais reais, as mais tangíveis e no final do dia, depois de trabalhar em uma novela, preciso desse banho de realidade.

Frase

Os que estão no cinema se esquecem que saíram da TV, que em algum momento fizeram uma novela e isso envolve gravar 40 cenas por dia.

Crédito: MaiPerroni (adaptação e tradução da nota) Noticia (RevistaOpen)